Antes fossemos, antes tivessemos, antes percebessemos...
De facto, tinha acabado por me esquecer de contar a minha outra mais recente novidade... como bem tinha dito num dos posts anteriores, tinha alguém escondido na manga, o que não é mentira... de facto, e apesar de não haver nada entre nós, conheci um outro rapaz.
Veio ter comigo pelo site que já todos conhecemos e cujo nome aqui só ocuparia espaço, se referido, e desde há uns tempos para cá temos tido aquilo a que se pode chamar de boas conversas, good vibrations...
De incício, e pela ideia que o rapaz me foi transmitindo, formei a imagem de um V. (assim é o nome da criatura, no bom sentido, claro...) tacanho e cheio de problemas e traumas por relações mal sucedidas. Pelo que fui percebendo nas entrelinhas, pensara ter encontrado aquela pessoa ideal que todos nós procuramos e deixou-se envolver pensando tratar-se, ali, daquela relação de namoro, estável e tudo e tudo.
Enganou-se, ou melhor, foi enganado, e acabou por saborear os prazeres da carne e ver as esperanças de um futuro namoro fugirem-se-lhe da mão, como de nós foge tão rápido o tempo quando o queremos lento e moroso. Diria que calha a todos destas coisas... uns com mais sorte do que outros... outros tantos com mais azar que os demais...
Não digo que àparte todos este problemas uma pessoa não possa continuar a ser fantástica (partindo do pressuposto de que o já é) e continue a viver a sua vidinha normal. Não quero com isto dizer que estas coisas nos passem e não deixam marcas... Claro que deixam... pois que tudo o que se passa à nossa volta, e em especial aquelas pequenas ou grandes tormentas, são as que maiores marcas nos cravam na alma... É facto cuja comprovação científica confesso desconhecer, mas cuja experiência de vida me tem revelado que assim é... Mas como em tudo na vida, é precisamente com o lado negro que ela nos traz que vamos aprendendo... É batendo com a cabeça, seja quantas vezes forem precisas porquanto ninguém aprende da mesma forma e à mesma velocidade, pois naturalmente somos humanos e não máquinas, que vamos aprendendo e sabendo cada vez melhor como nos levantar, como ultrapassar mais uma barreira.
Aliás... não gosto de generalizar, apesar de muitas vezes acabar por fazê-lo inconscientemente, e sei bem que cada caso é um caso e que aquilo que uma tormenta (relembrando aqui a história de João Mau-Tempo) nos ensina pode não ser suficiente para impedir nova queda uns tempos mais tarde... mas sempre se vão construindo bases, sempre as nossas estruturas psicológica e física se vão engrossando e tornando cada vez menos permeáveis aos novos contratempos que a vida se encarrega de nos trazer e voltar a trazer quando menos esperávamos e quando já pensávamos que nada pior podia acontecer. Bem sei que assim é... venham novas tecnologias, venham novas eras, novos tempos, o que seja, o homem aprende caíndo, porque depois se terá necessariamente de levantar, por si ou com ajuda.
Com isto quero dizer que o rapaz e todos nós estamos sujeitos e estas intempéries e obstáculos... eu não sou excepção e venha a primeira pessoa que me diga que nunca enfrentou um problema, qualquer ele que seja... E, claro está, a forma de lidar com os problemas diverge, a velocidade para a sua resolução varia, a forma como aprendemos com a queda que demos não é estanque...
Mas só me está a parecer que o que é demais enjoa...
Isto é, não vou dizer que o rapaz não tenha sofrido desilusões amorosas, não tenha sofrido bastante e não se tenha sentido verdadeiramente usado, mas porra!! Que há a fazer? Fechar-mo-nos em casa e esperar que uma qualquer luz divina nos ilumine por entre um caminho mágico que nos faça esquecer o que se passou e nos guie entre a felicidade eterna de encontro ao maravilhoso mundo da fantasia? Pois... já somos todos bem crescidinhos para saber que as coisas não funcionam propriamente assim... e que nem tuda na vida são rosas... e que os espinhos tornam a vida no que ela tem de mais interessante... o aprendermos precisamente a viver a vida!
Não me parece, contudo, que o rapaz tenha aprendido o que quer que seja... irrita-me aquele imobilismo atroz e aquela ânsia de alimentar um sofrimento que só precisa de ser descarregado, melhor, ultrapassado, compreendido, percebido, e ultrapassado, para que nenhuma etapa escape... Ele é assim... queixa-se disto e daquilo, do que foi feito e do que ficou por fazer e ainda diz que não gosta dele mesmo e que chega mesmo a odiar-se!! É que so me calham abéculas, pelo que estou a ver...
Mas hoje, além de ter descoberto a verdadeira faceta melodramática do rapaz - verdadeira Amélia choradeira - venho a descobrir também que ele nada faz para alterar o que sente e toda a sua frustração e sofrimento! E quem é que acaba por levar por tabela? Pois é... não posso querer avançar com mais alguma proposta que o menino não gosta, sente-se pressionado e traumatizado... Uff! Há que confessar que pessoas melodramáticas e com tendência para downstream e depressões não se ligam bem com as minhas génese e veia optimistas.
É que merdas também já por mim aconteceram, mas ultrapassei-as, umas melhor do que outras, mas ultrapassei na medida do possível. Que cansado que eu estou.. ainda assim fiz um esforço e disse mais ou menos o que aqui plasmei ao rapaz, não para o levar para a cama ou qualquer coisa do género, mas para ver se o tirava daquele marasmo de vida! Céus!!
Só que.. mesmo a final... na conversa que ainda agora tivémos, começei a pensar de outra forma... Tenho fases e dias em que acordo e penso que só me apetecia ficar em casa fechado e que não gostava de enfrentar o dia. Tenho alturas em que penso que não gosto nada de mim, que me detesto até... mas não ando por aí a dizer estas coisas a meio mundo e a vangloriar-me (será isso?) do defeito ou feitio.. mas ele diz mesmo que não gosta dele mesmo e ponto!
Por isso até comecei a desconfiar se não será apenas fogo de vista... uma nova forma de conquistar camas e levar boys para a cama... com um triste rapaz que precisa de muita atenção... não sei mesmo... é que não acho mesmo normal... dei por mim a pensar, quando o conheci e o fui descobrindo, que não o podia tratar como uma presa a agarrar, mas agora dou por mim a majicar se não serei eu essa mesma presa, quando não quis que o rapaz assim o fosse para mim... Sinceramente... vai na volta sou eu que estou a ver este caso de uma forma estranha e se calhar começo mesmo é a perder a confiança nas pessoas que me rodeiam...
Bem, ao menos de uma coisa tenho a certeza... o que tenho (sim, ainda é tenho, porque o tempo verbal e a vontade ainda não mudaram) com o G. sei bem o que é... ficou esclarecido que não é namoro, o que me acalenta a alma...
Antes todos fossem sinceros, primeiro consigo mesmos e, depois, com os outros... Antes todos nós aprendessemos com os obstáculos... Antes todos nós percebessemos que o querer muito uma relação só dificulta a sua chegada... Antes percebessemos, todos e cada um de nós, a olhar para a essência da vida e a perceber que ela é feita de encruzilhadas que nos compete ultrapassar, qual poeta no seu jogo de palavras!
Antes fossemos, antes tivessemos, antes percebessemos...

1 Comments:
ola jeitoso...
sim, pela primeira vez vim deixar um comentario no teu blog, apesar de ja ser assiduo leitor... gosto da tua escrita, acho que tens jeito!
mas em relaçao a tudo o que escreves, bem, tenho varios sentimentos! um deles é realmente, que tenho medo te tornes frio demais! nem mesmo a samantha é tao fria! o rapaz novo (pode-se dizer assim? ou tu nem tempo lhes das para que sejam velhos??), o V., bem, ele parece estar um tanto ou quanto down! ao ler o que dizias sobre ele, nao pude deixar de me lembrar daquilo que passei qd um ex namorado meu resolveu acabar cmg... foi muito traumatico, e sim, tb eu durante varios meses nao saí daquele estado de espirito de me odiar, de achar que ninguém gostava de mim e de achar que nunca voltaria a amar (and guess what, i still haven't fallen in love again!), mas seja como for, nao sei como é o rapaz, ha quanto tempo acabou o namoro, como foi o namoro, que sentimentos tinha ele qd acabou... digo-te apenas, da-lhe tempo! eu demorei longos meses a recompor-me, mas recompus-me!
em relaçao aos outros sentimentos... bem, sabes que levei uma grande pancada ultimamente, e a verdade é que se me varreram neste momento! but don't worry, eu voltarei a comentar os teus posts! e nao vou acabar este comentario sem te dar as boas vindas (atrasadas!) a este mundo dos blogs! que o teu blog seja muito bem sucedido!
um abraço
G.
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