Será este?
É verdade.. cá estou eu outra vez para afogar as minhas mágoas nestes campos elísios que me compreendem tão bem e me entendem como ninguém...
Confesso que nem sei por onde começar, talvez pela resposta ao ergitroit quando, no comment que fez ao meu último blog, receava estar eu a tornar-me numa pessoa fria!! Oh jovem!! Não te preocupes, e se é verdade que o post estava um pouco frio, é apenas, só e tão somente, porque ainda não tinha tido um contacto tão próximo com o V. como entretanto já tive! É verdade.. Errare humanum est, bela expressão esta, latina, que se enquadra na sua totalidade ao que hei-de dizer a seguir... Depois de melhor conhecer o rapaz, como hoje posso dizer que conheço (mal, mas conheço), tenho de dizer com toda a frontalidade que me enganei... Na verdade não é assim tão melodramático quanto aparentava ser e esse é um daqueles factos inegáveis após o contacto mais íntimo que tivémos.
É deveras interessante, se assim posso dizer... Sabe o que diz, só me parece um pouco ainda mais verde do que eu... coisa que, para quem me conhece, é difícil neste mundo que corre... Afinal de contas ele nunca namorou com ninguém e o que teve foi apenas um ou dois relacionamentos de uns dias muito mal sucedidos... deixou-se levar pela corrente, afastou-se do porto de abrigo e deixou-se levar pela beleza das ondas, o encanto da cor do mar e a maravilha do som das ondas a bater... Só que... nem tudo na vida são rosas, nem tudo na vida é azul e beleza... Os espinhos, ou as correntes, há-os em todo o lado... Encontrou-os, no início de uma primeira viagem, e viu-se perdido e atormentado. Enganado. Sofreu. Também eu! Todos nós! Há apenas que tentar dar a volta ao sofrimento olhando para o lado cheio do copo que está à nossa frente. Não ficar preso ao passado! Não! Isso não! Erro para quem o faz! Ao menos eu tento não fazê-lo!!
É um moço decente, que pensa no que diz e no que há-de dizer. É mimado. Não se pode ter tudo. Mas é engraçado estar com ele. A primeira vez que estivemos juntos falámos de imensa coisa... o propósito? Estudarmos, um acompanhando o outro. A final envolvemo-nos em longas conversas sobre o tudo e o nada, sobre o meu curso. Sobre o dele. Sobre o que queríamos e queremos para o futuro. Sobre o que sentimos em relação ao passado. Ponto. Nada mais aconteceu.
Sejamos sinceros, o rapaz tem pinta. Belos corsários! Belo package, aqui que ninguém me ouve posso dizer estas coisas. Um pouco peludito de mais, mas nada que uma ou duas idas à Corporation Dermoestetica não resolvam em 3 tempos. Ai que mau que eu sou... Agora a sério, não me incomoda nada, a sério que não. Pronto, talvez um pouco! Ok, mas não é grave.
Só há um problema, se a minha sexualidade perante o mundo de terceiros continua reservada, ainda que hoje em dia já me sinta um pouco mais relaxed no convívio com gente do meu mundo (referir nomes era nunca mais sair daqui), a sexualidade do V. é cálice de vidro! Ninguém sabe se existe e se alguém ousa tocar quebra-se o encanto. Recusa-se a frequentar sítios gay ou temáticos, como lhe queiram chamar. BA está fora de questão. Slide, C. Esquina, esquece lá isso! Chiado? Nem pensar! Em suma: temos um problema que precisa de ser urgentemente resolvido;)
Mas é um querido, disso não tenho dúvidas! Telefona-me a perguntar como estou, onde vou, faz força para que eu esteja com os meus amigos, para que eu saia à noite! Cativa-me. Melhor, está a cativar-me!
Só receio estar a iludir-me.
Depois faz uma coisa que eu adoro. Birrinhas. Ciúmes. Não em excesso, que para esses não tenho qualquer síndrome de Madre Teresa de Calcutá. Mas é suave na aproximação às birras e ciúmes. Se lhe digo que vou só jantar com um amigo, não mostra parte fraca, mas vai dizendo qualquer coisa para me mostrar que ele existe e para eu ter juizo nesta cabeça!
Oh V.! Há lá alguém com mais juízo na cabeça do que eu?...
Fora encontros casuais, eu não sou nenhum malandro!
Ah, e só tenho encontros casuais porque não namoro! Caso contrário nunca os teria, como é óbvio! E de encontros casuais poucos tenho tido... Ou alguns, mas poucos... ainda cabem numa mão, por isso...
Só espero, como disse, não me estar a enganar ou não o estar a enganar a ele... Isso é que eu não quero mesmo! Nem pensar! Mas por acaso tenho uma certa curiosidade em saber como será que o rapaz se movimenta debaixo dos lençóis... Mas adiante...
Estou literalmente a assar em frente ao computador... Ai, agora vou por-me em frente à ventoinha apanhar um pouco de ar, que isto de 27.º às 23h é de loucos!!

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