Sunday, July 23, 2006

Estabilidade emocional? Que é isso?

Céus... Faz já tanto tempo que não vinha aqui escrever qualquer coisa, dizer o que me vai na mente, criticar, comentar, afinar arestas, sei lá que mais...
Passaram-se uns bons mesinhos desde o último post e as mudanças desde então foram já tantas que nem sei por onde começar. Tiro certeiro será começar pelo fim do último (penúltimo, para ser mais preciso) post... O V. debaixo dos lençóis? Não sei. End of story. É tudo. Esteve atulhado de exames e, como tal, fechou-se a sete chaves em casa, a estudar para terminar o curso. Hoje sei que acabou e que até já está a trabalhar! Boa V.! Desde então perdemos o contacto, foi-se o encanto, foi-se a magia e aquilo que parecia estar a tornar-se numa boa relação esfumou-se... Culpa aqui não é relevante. Mas confesso que a minha adoração por aquela magia que se estava a desenvolver entre nós foi mais fraca do que a necessidade de conhecer outro alguém.
Nem mais! Foi isso mesmo que fiz. Se há coisa que não faço é perder tempo com o que não quero e com quem não quero. Não era, mais do que obviamente, o caso do V., porém cá dentro fervia o sangue a pedir emoção... e ficar parado, em banho maria, por alguns meses enquanto o rapaz estava a estudar para os exames não era nada fácil. Não resisti. Deixei-me levar.
O como é do mais fácil que pode haver. Gaydar. Messenger. Com uma pequena nuance ou particularidade... Trocámos, na primeira vez que falámos por messenger, meia dúzia de palavras, os tão habitués de onde és, idade, bec bec e tal e tal... E depois parou! Foi das primeiras pessoas, aliás, que conheci por messenger mas não aconteceu nada. Até que um dia, eis senão quando, eu mudo de fotografia no messenger e o BM ficou encantado com o que viu e decidiu meter novamente conversa. Daí até ao café no bairro alto foi um instantinho...
O que aconteceu? Maravilhoso... nem poderia dispensar contar estas coisas aqui... Fomos ao páginas tantas ou páginas soltas, sei lá, indiferente, mas é um daqueles nomes... Caipirinha para ele, caipiroska para mim, claro. Conversa. Conversa. Olhares. Mãos. Corpo. Olhares. Conversa. Pagar.
Estavamos os dois em frente ao metro ali na Brasileira. No dia a seguir ia-me embora de viagem e ele ficaria uma semana sem me ver. Quase 1h. Ultimo metro à 1h. Olhámos um para o outro sem nos tocar... mas o que se passou a seguir foi mágico. Quase que não foi preciso dizer nada e o BM disse que queria mesmo era ficar. Ficou. Gostei. Adorei.
Fomos ao Favela. Pedimos uma bebida e fomos para a parte mais escondida do bar. Bonito. Houvesse ali uma cama pelo meio e nenhum de nós teria resistido à tentação. Aquelas coisas que eu não sei explicar mas em que sinto, literalmente, os efeitos a revelarem-se no meu corpo. Se nos comemos? Não escondo! Comemo-nos à grande! Se foi bom? Óptimo!
Repetiria o feito? Claro que sim!
Agora... onde fica o V. depois disto tudo? Não fica. Amigo. Ponto. Quando lhe contei do que havia entre mim e o BM notei tristeza da parte do V. Não sei. Talvez fosse impressão minha, mas estranhei.
Ainda agora de cada vez que ele me «aborda» pergunta sempre se ainda namoro e como está o boyfriend. No mínimo estranho. Mas não deixo que o meu ego tome partido da minha racionalidade e paro precisamente aqui. Não digo nem mais nem menos. Há coisas que apenas se sentem. Não se explicam. Há coisas que se sentem de uma forma e, vai-se a ver, são o oposto.
Mas também caguei! O que interessa é que estou melhor do que nunca antes estive. Não amo. Isso é ponto assente. Mas adoro o rapaz! É tão bom estar com ele!
É um estrondo? Na cama? Não tenho razões de queixa. Aliás, a verdade é que faz-me trepar pelas paredes. Mais houvessem e mais eu por elas treparia... Tem sido um amor e sabe bem o que faz... e se não soubesse haveria sempre tempo para aprender! Adoro-te gajo! Mesmo!
Só um ponto da história é que continua a não estar bem alinhado. O ponto g podia chamar-lhe assim... esse pontinho continua a ser uma dor de cabeça... Mas, como acho que já disse noutros posts, na vida tudo passa. Tudo. Menos a morte!
Quanto à história desse ponto g, quem me conhece sabe do que falo. E porque falo. De quem falo. E mais não vale a pena dizer, que a vontade é pouca e a paciência teima em não aparecer.

Wednesday, June 14, 2006

Morre lentamente...

É pena não ser da minha autoria, mas encaixa-se perfeitamente no meu lema de vida...

Estar vivo! Morre lentamente quem nao viaja, quem nao le, quem nao ouve musica, quem destroi o seu amor proprio, quem nao se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma escravo do habito, repetindo todos os dias o mesmo trajecto, quem nao muda as marcas no supermercado, nao arrisca vestir uma cor nova, nao conversa com quem nao conhece. Morre lentamente quem evita uma paixao, quem prefere o "preto no branco" e os "pontos nos is" a um turbilhao de emocoes indomaveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e solucos, coracao aos tropecos, sentimentos. Morre lentamente quem nao vira a mesa quando esta infeliz no trabalho, quem nao arrisca o certo pelo incerto atras de um sonho, quem nao se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da ma sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projecto antes de inicia-lo, nao perguntando sobre um assunto que desconhece e nao respondendo quando lhe indagam o que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforco muito maior do que o simples acto de respirar. Estejamos vivos, entao!

Pablo Neruda

Sunday, May 28, 2006

Será este?

É verdade.. cá estou eu outra vez para afogar as minhas mágoas nestes campos elísios que me compreendem tão bem e me entendem como ninguém...
Confesso que nem sei por onde começar, talvez pela resposta ao ergitroit quando, no comment que fez ao meu último blog, receava estar eu a tornar-me numa pessoa fria!! Oh jovem!! Não te preocupes, e se é verdade que o post estava um pouco frio, é apenas, só e tão somente, porque ainda não tinha tido um contacto tão próximo com o V. como entretanto já tive! É verdade.. Errare humanum est, bela expressão esta, latina, que se enquadra na sua totalidade ao que hei-de dizer a seguir... Depois de melhor conhecer o rapaz, como hoje posso dizer que conheço (mal, mas conheço), tenho de dizer com toda a frontalidade que me enganei... Na verdade não é assim tão melodramático quanto aparentava ser e esse é um daqueles factos inegáveis após o contacto mais íntimo que tivémos.
É deveras interessante, se assim posso dizer... Sabe o que diz, só me parece um pouco ainda mais verde do que eu... coisa que, para quem me conhece, é difícil neste mundo que corre... Afinal de contas ele nunca namorou com ninguém e o que teve foi apenas um ou dois relacionamentos de uns dias muito mal sucedidos... deixou-se levar pela corrente, afastou-se do porto de abrigo e deixou-se levar pela beleza das ondas, o encanto da cor do mar e a maravilha do som das ondas a bater... Só que... nem tudo na vida são rosas, nem tudo na vida é azul e beleza... Os espinhos, ou as correntes, há-os em todo o lado... Encontrou-os, no início de uma primeira viagem, e viu-se perdido e atormentado. Enganado. Sofreu. Também eu! Todos nós! Há apenas que tentar dar a volta ao sofrimento olhando para o lado cheio do copo que está à nossa frente. Não ficar preso ao passado! Não! Isso não! Erro para quem o faz! Ao menos eu tento não fazê-lo!!
É um moço decente, que pensa no que diz e no que há-de dizer. É mimado. Não se pode ter tudo. Mas é engraçado estar com ele. A primeira vez que estivemos juntos falámos de imensa coisa... o propósito? Estudarmos, um acompanhando o outro. A final envolvemo-nos em longas conversas sobre o tudo e o nada, sobre o meu curso. Sobre o dele. Sobre o que queríamos e queremos para o futuro. Sobre o que sentimos em relação ao passado. Ponto. Nada mais aconteceu.
Sejamos sinceros, o rapaz tem pinta. Belos corsários! Belo package, aqui que ninguém me ouve posso dizer estas coisas. Um pouco peludito de mais, mas nada que uma ou duas idas à Corporation Dermoestetica não resolvam em 3 tempos. Ai que mau que eu sou... Agora a sério, não me incomoda nada, a sério que não. Pronto, talvez um pouco! Ok, mas não é grave.
Só há um problema, se a minha sexualidade perante o mundo de terceiros continua reservada, ainda que hoje em dia já me sinta um pouco mais relaxed no convívio com gente do meu mundo (referir nomes era nunca mais sair daqui), a sexualidade do V. é cálice de vidro! Ninguém sabe se existe e se alguém ousa tocar quebra-se o encanto. Recusa-se a frequentar sítios gay ou temáticos, como lhe queiram chamar. BA está fora de questão. Slide, C. Esquina, esquece lá isso! Chiado? Nem pensar! Em suma: temos um problema que precisa de ser urgentemente resolvido;)
Mas é um querido, disso não tenho dúvidas! Telefona-me a perguntar como estou, onde vou, faz força para que eu esteja com os meus amigos, para que eu saia à noite! Cativa-me. Melhor, está a cativar-me!
Só receio estar a iludir-me.
Depois faz uma coisa que eu adoro. Birrinhas. Ciúmes. Não em excesso, que para esses não tenho qualquer síndrome de Madre Teresa de Calcutá. Mas é suave na aproximação às birras e ciúmes. Se lhe digo que vou só jantar com um amigo, não mostra parte fraca, mas vai dizendo qualquer coisa para me mostrar que ele existe e para eu ter juizo nesta cabeça!
Oh V.! Há lá alguém com mais juízo na cabeça do que eu?...
Fora encontros casuais, eu não sou nenhum malandro!
Ah, e só tenho encontros casuais porque não namoro! Caso contrário nunca os teria, como é óbvio! E de encontros casuais poucos tenho tido... Ou alguns, mas poucos... ainda cabem numa mão, por isso...

Só espero, como disse, não me estar a enganar ou não o estar a enganar a ele... Isso é que eu não quero mesmo! Nem pensar! Mas por acaso tenho uma certa curiosidade em saber como será que o rapaz se movimenta debaixo dos lençóis... Mas adiante...
Estou literalmente a assar em frente ao computador... Ai, agora vou por-me em frente à ventoinha apanhar um pouco de ar, que isto de 27.º às 23h é de loucos!!

Monday, May 08, 2006

Antes fossemos, antes tivessemos, antes percebessemos...

De facto, tinha acabado por me esquecer de contar a minha outra mais recente novidade... como bem tinha dito num dos posts anteriores, tinha alguém escondido na manga, o que não é mentira... de facto, e apesar de não haver nada entre nós, conheci um outro rapaz.

Veio ter comigo pelo site que já todos conhecemos e cujo nome aqui só ocuparia espaço, se referido, e desde há uns tempos para cá temos tido aquilo a que se pode chamar de boas conversas, good vibrations...

De incício, e pela ideia que o rapaz me foi transmitindo, formei a imagem de um V. (assim é o nome da criatura, no bom sentido, claro...) tacanho e cheio de problemas e traumas por relações mal sucedidas. Pelo que fui percebendo nas entrelinhas, pensara ter encontrado aquela pessoa ideal que todos nós procuramos e deixou-se envolver pensando tratar-se, ali, daquela relação de namoro, estável e tudo e tudo.
Enganou-se, ou melhor, foi enganado, e acabou por saborear os prazeres da carne e ver as esperanças de um futuro namoro fugirem-se-lhe da mão, como de nós foge tão rápido o tempo quando o queremos lento e moroso. Diria que calha a todos destas coisas... uns com mais sorte do que outros... outros tantos com mais azar que os demais...

Não digo que àparte todos este problemas uma pessoa não possa continuar a ser fantástica (partindo do pressuposto de que o já é) e continue a viver a sua vidinha normal. Não quero com isto dizer que estas coisas nos passem e não deixam marcas... Claro que deixam... pois que tudo o que se passa à nossa volta, e em especial aquelas pequenas ou grandes tormentas, são as que maiores marcas nos cravam na alma... É facto cuja comprovação científica confesso desconhecer, mas cuja experiência de vida me tem revelado que assim é... Mas como em tudo na vida, é precisamente com o lado negro que ela nos traz que vamos aprendendo... É batendo com a cabeça, seja quantas vezes forem precisas porquanto ninguém aprende da mesma forma e à mesma velocidade, pois naturalmente somos humanos e não máquinas, que vamos aprendendo e sabendo cada vez melhor como nos levantar, como ultrapassar mais uma barreira.

Aliás... não gosto de generalizar, apesar de muitas vezes acabar por fazê-lo inconscientemente, e sei bem que cada caso é um caso e que aquilo que uma tormenta (relembrando aqui a história de João Mau-Tempo) nos ensina pode não ser suficiente para impedir nova queda uns tempos mais tarde... mas sempre se vão construindo bases, sempre as nossas estruturas psicológica e física se vão engrossando e tornando cada vez menos permeáveis aos novos contratempos que a vida se encarrega de nos trazer e voltar a trazer quando menos esperávamos e quando já pensávamos que nada pior podia acontecer. Bem sei que assim é... venham novas tecnologias, venham novas eras, novos tempos, o que seja, o homem aprende caíndo, porque depois se terá necessariamente de levantar, por si ou com ajuda.
Com isto quero dizer que o rapaz e todos nós estamos sujeitos e estas intempéries e obstáculos... eu não sou excepção e venha a primeira pessoa que me diga que nunca enfrentou um problema, qualquer ele que seja... E, claro está, a forma de lidar com os problemas diverge, a velocidade para a sua resolução varia, a forma como aprendemos com a queda que demos não é estanque...

Mas só me está a parecer que o que é demais enjoa...

Isto é, não vou dizer que o rapaz não tenha sofrido desilusões amorosas, não tenha sofrido bastante e não se tenha sentido verdadeiramente usado, mas porra!! Que há a fazer? Fechar-mo-nos em casa e esperar que uma qualquer luz divina nos ilumine por entre um caminho mágico que nos faça esquecer o que se passou e nos guie entre a felicidade eterna de encontro ao maravilhoso mundo da fantasia? Pois... já somos todos bem crescidinhos para saber que as coisas não funcionam propriamente assim... e que nem tuda na vida são rosas... e que os espinhos tornam a vida no que ela tem de mais interessante... o aprendermos precisamente a viver a vida!

Não me parece, contudo, que o rapaz tenha aprendido o que quer que seja... irrita-me aquele imobilismo atroz e aquela ânsia de alimentar um sofrimento que só precisa de ser descarregado, melhor, ultrapassado, compreendido, percebido, e ultrapassado, para que nenhuma etapa escape... Ele é assim... queixa-se disto e daquilo, do que foi feito e do que ficou por fazer e ainda diz que não gosta dele mesmo e que chega mesmo a odiar-se!! É que so me calham abéculas, pelo que estou a ver...
Mas hoje, além de ter descoberto a verdadeira faceta melodramática do rapaz - verdadeira Amélia choradeira - venho a descobrir também que ele nada faz para alterar o que sente e toda a sua frustração e sofrimento! E quem é que acaba por levar por tabela? Pois é... não posso querer avançar com mais alguma proposta que o menino não gosta, sente-se pressionado e traumatizado... Uff! Há que confessar que pessoas melodramáticas e com tendência para downstream e depressões não se ligam bem com as minhas génese e veia optimistas.

É que merdas também já por mim aconteceram, mas ultrapassei-as, umas melhor do que outras, mas ultrapassei na medida do possível. Que cansado que eu estou.. ainda assim fiz um esforço e disse mais ou menos o que aqui plasmei ao rapaz, não para o levar para a cama ou qualquer coisa do género, mas para ver se o tirava daquele marasmo de vida! Céus!!

Só que.. mesmo a final... na conversa que ainda agora tivémos, começei a pensar de outra forma... Tenho fases e dias em que acordo e penso que só me apetecia ficar em casa fechado e que não gostava de enfrentar o dia. Tenho alturas em que penso que não gosto nada de mim, que me detesto até... mas não ando por aí a dizer estas coisas a meio mundo e a vangloriar-me (será isso?) do defeito ou feitio.. mas ele diz mesmo que não gosta dele mesmo e ponto!
Por isso até comecei a desconfiar se não será apenas fogo de vista... uma nova forma de conquistar camas e levar boys para a cama... com um triste rapaz que precisa de muita atenção... não sei mesmo... é que não acho mesmo normal... dei por mim a pensar, quando o conheci e o fui descobrindo, que não o podia tratar como uma presa a agarrar, mas agora dou por mim a majicar se não serei eu essa mesma presa, quando não quis que o rapaz assim o fosse para mim... Sinceramente... vai na volta sou eu que estou a ver este caso de uma forma estranha e se calhar começo mesmo é a perder a confiança nas pessoas que me rodeiam...

Bem, ao menos de uma coisa tenho a certeza... o que tenho (sim, ainda é tenho, porque o tempo verbal e a vontade ainda não mudaram) com o G. sei bem o que é... ficou esclarecido que não é namoro, o que me acalenta a alma...
Antes todos fossem sinceros, primeiro consigo mesmos e, depois, com os outros... Antes todos nós aprendessemos com os obstáculos... Antes todos nós percebessemos que o querer muito uma relação só dificulta a sua chegada... Antes percebessemos, todos e cada um de nós, a olhar para a essência da vida e a perceber que ela é feita de encruzilhadas que nos compete ultrapassar, qual poeta no seu jogo de palavras!
Antes fossemos, antes tivessemos, antes percebessemos...

Sunday, May 07, 2006

Plaisir et Parfum...

Bem, já há algum tempinho que não vinha aqui confessar os meus pecados e hoje decidi fazê-lo... pois... já que estou à espera que uma amiga minha tome café comigo aproveito e escrevo alguma coisa ou faço algo de útil por mim acima.
É verdade, conheci o tal rapazito do comboio, o trainboy para ser mais preciso, e de facto o rapaz é engraçadito, um pouco musculado de mais para meu gosto...

Fomos tomar um café, normalissimo, até uma zona ribeirinha por aqui perto, uma zona muito in por sinal... Falámos, falámos... banalidades interessantes e necessárias, por assim dizer: quem és, de onde vens, o que fazes, como fazes, porque fazes, projectos, sonhos, desejos, objectivos de vida, frustrações, alegrias, posições, eu sei lá que mais... não posso dizer que não foi interessante, porque até foi!
Só que, quando eu ia a caminho ter com ele aconteceu uma daquelas coisas mais estranhas que podiam ter acontecido.. pouco tempo antes tinha eu dito ao G. que o perfume dele era muito bom e é, por acaso é... claro que prefiro o meu, mas o dele até nem é mau de todo.. ah.. estava eu a dizer.. quando nos encontrámos ia-me passando da cabeça!! Não é que o trainboy usa o mesmo perfume que o outro? Oh céus.. parece que é sina.. claro que me ia descaindo.. virei-me e disse qualquer coisa do género «Bem!! Esse perfume...» mas parei para pensar a meio comigo mesmo.. pensei que era melhor não dizer que o meu ultimo affair (ultimo, como quem diz.. porque não terminou...) usava um perfume igual.. não.. era melhor não dizer isso.. pensei que ia calhar um pouco mal, sei lá.. lá me contive e disse que o perfume era mesmo bom e que gostava imenso!! E perguntei qual era.. e ele também me cheirou e disse que gostava do meu perfume.. pudera!! Quem não gosta do meu perfume? Só quem não sabe o que é bom, lololol.

Pois.. o café foi giro.. acabou tardito mas acabou como começou.. com pouco por contar, mas com a promessa de nos vermos no dia seguinte, e foi o que de facto aconteceu.. É que num café à noite não dá para ver bem as pessoas e torna-se sempre necessário investigar um pouco mais, de dia, ver reacções e atitudes.. ver como as pessoas são mesmo!!

Lá fomos nós até ao Chiado (chegou atrasado, é verdade!!) passear por ali, beber um suminho no CNC e passear até à loja Augustus (acho que era essa a loja.. agora já nem me lembro bem) onde ele teve que tempos a decidir que raio de tshirt levar!! Céus!! Até eu já estava a ficar cansado.. Aí ele pediu-me a opinião e eu fui sincero.. se gostava gostava, se não gostava dizia que era mesmo feia.. e claro, havia aquelas das quais eu gostava mas que não lhe ficavam bem, e foi isso que eu disse.. mas o rapaz é complicado.. sem exagero, meia hora para escolher um tshirt!! Mas ok.. depois lá voltámos, a pé.. a passear pela zona.. a ver as vistas..

Na realidade, tenho de confessar que não me parece que haja ali pernas para que aconteça qualquer coisa que seja.. não sei.. não me atrai fisicamente.. e isso faz-me pensar duas vezes.. claro que uma pessoa nunca sabe qual o desempenho da outra.. mas só de me imiaginar com ele na posição horizontal acho que perco a pica toda.. sei lá.. aliás, até nem gosto muito de pensar nisso!! Desde então.. nunca mais tive tempo (paciência? será?) para tomar um café com o rapaz.. ele bem que anda a insistir, mas eu confesso que não tenho podido.. ou se posso, faço por não poder.. Com estas coisas até eu fico assustado comigo mesmo.. Devo ser mesmo uma má pessoa.. mas se não quero o que vou fazer? É que o rapaz insiste mesmo.. já não é a primeira vez que até termina a mensagem a dizer «adoro-te»!!

Nem é que eu tenha alguma coisa contra.. mas 2 encontros e já me adora? Bem.. as coisas comigo não funcionam assim tão rápido.. mas confesso que são estas pequenas particularidades e singularidades que me assustam e fazem pensar duas vezes.. sinto-me pressionado a dizer o que não quero e acabo sempre por magoar as pessoas porque digo sempre que é cedo de mais para dizer aquelas coisas!! Será que eu é que estou a ver mal? Estará o meu ângulo de análise invertido? Porra.. Eu não adoro qualquer pessoa.. adoro a minha família, os meus amigos, grandes amigos, mas um rapaz que vi 2 vezes? Bem.. é que nem que eu o quisesse levar para a cama diria uma coisa dessas! É que há coisas que me custam a sair.. deve ser problema do signo.. estou a ver..

Já quanto ao outro (desculpa dizer outro lindo, mas estar sempre a dizer G. torna-se irritante, monótono e repetitivo) fico sem palavras.. Se prazer é algo que há pessoas que não o têm.. oh foda-se!! Façam por tê-lo!! É que não sabem o que estão verdadeiramente a perder!! É mesmo bom!!
Ele bem me vai dizendo que eu também lhe dou prazer (e muito, aliás), mas eu não sei.. Sempre tive dificuldade em acreditar em elogios e parece que esta vez não é excepção.. Como experiência nesta área não tenho muita (ou, concreta e objectivamente, pouca ou nenhuma tenho), penso sempre que ele só me elogia para me agradar e para eu ficar mais contente.. pode ser que até esteja a ser sincero, mas eu - crítico como sou comigo mesmo - sei que tenho muito que aprender, por isso é que duvido que seja assim tão bom como ele diz.. mas ok.. por vezes o problema reside em nós mesmos e não nos outros.. pode o problema ser interno e não externo.. não sei mesmo..
Eu sei que nós já tivemos esta discussão no messenger e tudo.. eu sei.. mas é por isto que me custa a acreditar: a minha falta de confiança em mim mesmo, quando em causa estão elogios, atinge as raias do impensável. Não quero com isto dizer que estás a mentir, porque se há característica que melhor te aponto, por mais marcada existir em ti, é a sinceridade! Melhor dizendo, frontalidade apimentada (por vezes de mais) com brutalidade e insensibilidade.. mas espero que me tenhas compreendido na ideia e no porquê, na razão que me leva a ter dificuldade em acreditar.. Porra.. acho que me estou a contradizer e a tornar o discurso mais prolixo do que já é.. mas temos pena...

Até teria mais coisinhas para escrever, mas não sei como colocá-las aqui.. é um pouco difícil e estranho.. por isso acho que fico mesmo por aqui.. pode ser que a inspiração caia sobre mim por estes dias para que eu conte tudo o resto..

Thursday, May 04, 2006

Cá estou novamente para chorar as minhas máguas e para ver se aprendo, escrevendo... coisa que duvido, mas vale sempre a pena tentar...
Pois é.. depois do maravilhoso - que não tem outro nome senão mesmo maravilhoso - tempo passado com o G., resta agora algo, que não sei bem dizer o que é e prefiro não avançar já com medo de me enganar a mim mesmo...

Mas, como eu próprio já me devia conhecer (devia... porque estou sempre a surpeender-me), não devia ter chorado pelo G. É verdade.. admito-o com toda a frontalidade que me custou deixar aquele pedaço de mau (bom?) caminho e custou-me porque pensava que tinha encontrado aquele alguém que nós todos procuramos...

Mas a verdade é que não perdi tempo (ok, perdi pronto! é verdade... mas acima de tudo tentei pensar que foi apenas sexo que houve e mais nada... e que restará uma boa amizade) e pensei que o melhor para mim fosse mesmo avançar noutra direcção... e foi o que fiz...
Num dos dias em que estive com o G. e em que ele me deixou no Cais do Sodré a caminho de casa, apanhei eu, tranquilamente, o meu comboio (o kim para os amigos)... Depois de ter entrado, e depois de me ter sentado, entrou um rapaz - por sinal giro - com quem não pude evitar alguma troca de olhares... Começou por ser algo meio normal, ou seja, não queria nada com ele, estava simplesmente a olhar e a pensar de mim para mim mesmo «Será que ele é?», mas a verdade é que isso durou durante toda a viagem que fiz até parar, até que a meio da viagem ele descaiu-se e riu e eu também não me contive e ri...
Até aqui tudo bem... nada de especial... é que na realidade eu vinha contente da vida de casa do G., por isso estava mesmo na boa, na boínha como se costuma dizer... já tinha poleiro fixo (poleiro.. esta expressão caiu aqui que nem gingas, lol), por isso não me ia meter com o rapaz... aliás, acho que não seria capaz de me virar para ele e pedir o n.º de telefone, aliás.. claro que não!!

Mas estava eu a dizer, que assim que a minha estação se estava a aproximar, levantei-me, olhei para ele e encolhi os ombros como quem diz «pronto.. olha.. vou sair aqui.. estava a ser engraçado mas acabou-se»... Pois é.. pensei eu que tinha acabado por ali.. depois de ter saído porta fora e ter ouvido o comboio apitar, qual não é o meu espanto quando olho para trás e lá estava o rapaz na minha direcção...
Desliguei a música, que me acompanha onde quer que eu vá, e a primeira coisa que ele disse, se bem me lembro, foi «Tinhas logo de sair aqui! É a primeira vez que isto me acontece»...
Sejamos sinceros, não acredito muito que fosse a primeira vez dele a fazer aquilo, mas ok... há que confiar no que as pessoas nos dizem, não é? Manter a esperança...

E pronto.. claro que não fizemos nada de extraordinário nem nada que se pareça ali - atenção, estavamos na estação e havia gente à volta - e, basicamente, ele deu-me o n.º de telefone para eu falar com ele, mas não lhe disse se estava interessado ou não, diga-se de passagem... Fiquei com o n.º dele mas ele não ficou com o meu porque receei dar-lho.. pensei que era ir longe demais e que se estava com o G., seria trai-lo se lhe desse o meu n.º e por isso não lho dei mesmo!!

Mas agora, nesta alone fase of my life, achei por bem enviar o meu contacto ao rapaz, que se prontificou a tomar café comigo... sim, disse logo que queria estar comigo e tomar café para nos conhecermos melhor... e puta como eu sou não rejeitei... ora essa... sabe-se lá se ali não está o rapaz da minha vida... que me há-de levar ao altar, lololol

E pronto.. daqui a pouco tempo lá vou eu ter com o rapazito do comboio, cuja idade não sei, nem o que faz ou quer fazer.. só sei que não é de Lisboa e que se chama M. e de resto não sei mais nada!! Ai esta gente esta gente!!

Será que estou a enveredar pelo caminho da escuridão e que assim estou a garantir o meu lugarzinho no inferno? Bem, não duvido, mas também.. se ao menos no inferno estiverem lá os gajos bons, não me importo de ser o primeiro a entrar lá! Há que dizê-lo com toda a frontalidade! E aqui o digo!!

E mais? Bem.. agora não me apetece escrever mais... mas tenho realmente mais uma pessoa na mão, como se costuma dizer, e esse sim eu sei que é querido, ou ao menos parece que é.. mas há que não por a carroça à frente dos bois e esperar pelo que virá mais adiante...
(PS: este post já o tinha escrito no dia 1 de Maio, mas como tive alguns problemas «técnicos» pelo meio, apaguei-o sem querer, mas cá está novamente!)

Sunday, April 30, 2006

A primeira vez - continuação

Pois aqui estou eu outra vez, acabadinho de acordar mas já depois de ter tomado o meu café matinal que no meu caso faz verdadeiros milagres! Uma maravilha mesmo!!
Acabei por pensar no que tinha escrito, ontem quando me fui deitar, e pensei que era mesmo mau deixar a história a meio e por isso decidi acabá-la hoje, porque acabo por não ter muito mais para contar...

Depois daquela minha primeira loucura - que aqui não digo que será a última, porque a vida dá realmente muitas voltas -, da qual, para ser sincero, me orgulho, voltámos a ver-nos.
Confesso que cheguei a pensar que ele nunca mais me iria telefonar ou dizer o que quer que fosse para que eu estivesse com ele outra vez, mas pelos vistos isto é como acertar no totoloto.. nunca se sabe se se ganha ou não.. e o que é certo é que apesar de não ter ganho nada que me enriquecesse, ganhei outro convite..

E aí fui eu, durante cerca de duas semanas, quase que de «cauda levantada» e contentíssimo da vida por já me poder vangloriar de não ser virgem in a certain kinf of way, porque de facto já o não era há muito tempo..
Não valerá a pena mentir e dizer que ele foi cabrão ou que foi isto ou aquilo.. a verdade é que eu fui já sabendo o que me esperava.. ia para o sexo e essa é a verdade pura e crua.. fui só mesmo para o sexo.. deu aquela vontade incontrolável de foder, verdadeiramente, e por isso é que fui a primeira e todas as outras vezes!
E depois da primeira, só fui para as seguintes porque o sexo era mesmo bom, mas é que mesmo bom.. mas adiante.. lá ia eu, sem deixar de ouvir dos meus pais por não estar em casa com eles, por sair de casa tarde e a más horas, por tudo e por nada..
Sinceramente, enquanto estava com ele esquecia todos os problemas que tinha, ou que ia ter assim que chegasse a casa, e aproveitava só o momento..
Até dormir abraçado me sabia bem.. pelos vistos acabou por ser mais do que apenas sexo.. sim.. é verdade.. mas continuo a dizer que só me envolvi porque queria sexo, só que depois as coisas foram mudando e talvez tenha acabado a querer mais do que sexo.. Mas é daquelas coisas que eu próprio não sei explicar bem a mim mesmo.. Se calhar só queria algo mais por causa do sexo.. o certo é que não o conheço assim tão bem a ponto de estar apaixonado.. não sei.. não estou mesmo apaixonado por ele, só que.. talvez aquela esperança de ser desta vez que as coisas se iam endireitar foi-se... aquela esperança de um compromisso evaporou-se..

Claro que eu tenho a perfeita noção de que não sou nenhum Ás na cama.. para primeira vez nunca poderia ser «aquela bomba sexual», mas fiquei contente em saber que ele só me convidava outra vez porque gostava mesmo de mim na cama.. acabou por me massajar o ego e bastante!! E esta eu acho que é uma das razões que me levaram a querer mais G. na minha vida.. Sim.. porque como já disse eu não o conhecia nem conheço bem.. não sei qual a cor preferida, o sitio dos sonhos, projectos para o futuro, sei lá.. dessas coisas pouco ou nada sei.. talvez me andasse a iludier a mim mesmo..

Até que.. quando tudo parecia que estava a correr bem, confesso que já estava à espera que um dia mais tarde me pedisse em namoro ou qualquer coisa do género, se vira para mim e diz que não gosta assim tanto de mim a ponto de namorar.. Se o excitava? Claro! Se ele queria ir para a cama comigo? Óbvio! Mas faltava ali qualquer coisa.. faltavam as saudades.. o sentir a falta.. o pensar em mim a toda a hora.. faltava o mais importante..
E assim como tudo começou, tudo acabou.. foi-se a foda, foi-se a probabilidade (morta à nascença) de um com promisso sério, de uma relação.

Bem sei que estas nossas relações estão recheadas de incertezas, de inconstâncias (se é que a palavra existe..).. mas talvez me devesse ter dado mais tempo.. não sei.. não sei mesmo.. Só sei que no fundo tudo isto me fez bem, nem que seja ao ego..
E até já me perguntei a mim mesmo se achava que fui gozado, no sentido de ele me ter querido levar para a cama e depois me ter posto a andar, como se costuma dizer.. Mas a verdade é que não sinto mesmo isso.. Não sinto mesmo, porque não estava à espera de milagres e eu já sabia que ele era cabrão.. quantas e quantas vezes lhe disse isso mesmo na cara e obtinha a resposta dele «Mas tu gostas de mim assim, um cabrão!» e a verdade é que não posso desmentir...

Na altura quando lhe dizia isso escapou-me mas hoje, de fora, porque já nada temos, a não ser o inicio de uma amizade que pode ser que venha como pode ser que não, penso num problema que uma grande amiga minha teve (e depois outram, que ainda o tem).. com homens.. cabrões.. e eu na altura indignava-me imenso e pensava como é que é possível gostar-se ou deixar-se levar por um cabrão? A atitude certa, pensava eu, deve ser afastarmo-nos logo, cagar na raça deles.. pois é.. PENSAVA eu.. mas o que é certo é que há sempre aquela merda de esperança que nos vai alimentando e dizendo para nós mesmos que ele vai mudar para nós ou mesmo que não mude, é bom enquanto está como está..

Se ele me dizia que eu lhe dava pica como poucos lhe deram na cama.. também ele me dava pica e não era pouca.. só não posso é fazer comparações com outros, porque não os há a esse ponto.. E essa pica que ele me dava foi-me alimentando a ânsia de estar com ele.. não sei.. era tão giro e engraçado..

Claro que podemos agora ser amigos, não digo o contrário, claro que não.. até porque o G. me parece uma pessoa engraçada, tem mesmo piada o rapaz, tem tem, e pensa e raciocina bem.. eu e ele é tipo picardia.. dois galos na mesma capoeira.. Mas o tempo o dirá o que se segue..

Claro que, e esta parte as minhas amigas vão perceber e achar imensa piada, já conheci ontem mais duas pessoas e vem a caminho a terceira.. eu não digo que sou mesmo puta?? Pois é.. o rapaz foi mesmo bom, como digo era bem avantajado e tudo e sabia o que fazia (aleluia por haver gajos assim à face da terra!!) mas a verdade é que a vida não pára, nem para mim nem para ele.. por isso temos ambos de continuar a andar e à procura.. porque as oportunidades surjem quando menos se espera.. Mas atenção! Não sou eu que procuro quem quer que seja.. eles é que vêm ter comigo!! Eu limito-me a aceitar, o que já não é mau.. eh eh eh

E assim foram as minhas duas ultimas semanas, que além de recheadas de sexo, também deram lugar a 2 ou 3 almoços.. o último dos quais de despedida.. em que lhe provei, em público, que não teria qualquer problema de o beijar em público, como acabei mesmo por fazer..
Moral da história? Que se fodam os gajos.. nós é que temos de os foder a eles e depois de já não querermos partir para outros.. Até que se encontre a pessoa certa, claro está, que essa não convém nada deitar fora..

Quero dizer, eu falo, falo, mas acabo por dar uma péssima imagem de mim.. eu não sou assim tão puta quanto isso.. não sou mesmo apologista de relações só por sexo, apenas acabou por acontecer comigo e até foi agradável (óptimo e fantástico, ok..).. mas não é realmente isso que procuro.. ou espero não passar a ser essa a razão da minha existência..

Espero continuar à procura daquela pessoa que me preencha enquanto ser humano, que me entenda e que me complete, que isso é o mais importante!